Não é tudo isso. Mas vai fazer sucesso

A platéia vaiou e os críticos reclamaram. Mas os defeitos não são suficientes para deter
O Código da Vinci

Não adianta. Nem os criticas negativas, nem as vaias ao final da exibição não Festival de Cannes, nem o muxoxo dos especialistas serão suficiente para deter O Código da Vinci. O sucesso de publico dessa adaptação do best-seller de Dan Brown é inevitável. O filme vai, sim, decepcionar alguns espectadores, principalmente os que leram o livro. Mas vai provar ser bom entretenimento para os milhões que ainda não conhecem a trama de conspiração sobre a suposta relação entre Jesus Cristo e Maria Madalena. As reclamações de quem vaiaram o filme em Cannes não são infundadas. Dirigido por Ron Howard, o longa tem lá seus defeitos. Perde ritmo em algumas passagens, peca pelo excesso de didatismo e gasta minutos preciosos explicando o Priorado de Sião ou a farsa sustentada pela Igreja para esconder a verdade sobre Jesus (ele não seria divino). Mas O Código da Vinci tem mérito. Se a dupla de protagonista (Tom Hank e Audrey Tautou) esta apenas correta, dois atores oferecem um espetáculo: Paul Bettany, como assassino Silas, e Ian Mckellen, como historiador Leigh Teabing. Apesar de ser nitidamente uma obra de ficção, o filme não se furta a tocar nos pontos delicado do livro de Brown: o conservadorismo ou a pratica de mortificação corporal dos integrantes do Opus Dei e as guerras sangrentas promovidas pela Igreja ao longo do século. Em uma cena de flashback, aparece ate Maria Madalena grávida. Conclusão: O Código deve ser visto nem que seja para receber criticas no final da sessão.


Por. Flavio Alves

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